06/08/2008
Descontinho para o presente do dia dos pais
A estimativa é que no período de 30 de julho a 11 de agosto sejam movimentados 300 milhões de reais devido aos presentes para os pais. E além do crescimento de 30% do e-commerce em relação ao ano passado para essa data, de acordo com o e-bit, agora as lojas estão usando mais artifícios para atrair os consumidores.

Essas estratégias das lojas para aumentar as vendas beneficiam diretamente os consumidores que vão poder desfrutar de atenções especiais nessa época. Descontos, brindes, frete gratuito, parcelamentos em mais vezes sem juros, vale presentes e vale compras estão entre os mais comuns agrados que os clientes recebem ao comprar na loja virtual.

Mas se nas lojas virtuais não existe o calor humano que existe em uma loja de shopping, ações pessoais e diretas são a saída para impactar os consumidores de forma mais efetiva. A interação que a internet pode proporcionar através de comentários e fóruns são maneiras de estabelecer maior participação dos envolvidos no processo de compra e venda.

Essas participações vêem aumentando na medida em que os consumidores estão mais conscientes e mais participativos. Na internet a velha história de que o freguês tem sempre razão funciona bem. Antes de mais nada devido ao potencial de influência que os novos fregueses possuem, que é inúmeras vezes maior no mundo virtual do que no ambiente físico. Mas o hábito de compra na internet é um pouco mais consciente do que no mercado offline. É mais fácil pesquisar a respeito de determinada loja, ler sobre opiniões de outros consumidores, a hora de comparar os preços não exige horas de pesquisa em um shopping lotado nas vésperas dos dias dos pais, enfim, existem mil facilidades no comércio eletrônico que não existe no mercado tradicional, mas apesar disso apenas um terço da dos internautas assíduos, compram online. Segundo o e-bit, no primeiro semestre desse ano o número de e-consumidores chegou a 11,5 milhões de brasileiros. Resta saber como as lojas vão fazer para realmente estabelecer um contato mais caloroso com os consumidores, como fazer para que uma porcentagem maior da população se sinta a vontade comprando na internet. Resta saber como vão encarar o consumidor mais consciente e mais participativo, com muito mais poder.
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05/08/2008
Não dá nem tempo de distrair
A partir da manifestação pessoal dos usuários na internet, nasceram os blogs. Assim as pessoas ganharam poder através da rede. A partir daí uma tendência muito forte no mercado da internet surgiu trazendo o vídeo como conteúdo que mais atrai a atenção dos usuários. O Youtube se tornou um dos endereços mais acessados da internet.

O problema é que a atenção dos usuários e trabalhadores médios de internet dura em torno de 3 minutos. São muitas as tarefas e distrações que concorrem à concentração do usuário. Nessa linha de raciocínio, em que o usuário perde a atenção muito fácil, nasceu o Twitter, uma espécie de microblog, onde o usuário pode postar conteúdos de no máximo 140 caracteres. Muito usado em eventos e na transmissão de mensagens objetivas, troca de links e etc.

Agora é q vez dos vídeos serem usados respeitado o tempo de concentração de cada internauta. Nasceu o 12 Seconds, um site onde os usuários podem postar gratuitamente vídeos de vários formatos que tenha tempo máximo de 12 segundos. Por enquanto, somente convidados podem postar, mas como o vídeo exige menos atenção dos internautas e o conceito de microblog tem se popularizado, o novo site tende a ser um sucesso, uma vez que dessa maneira é possível passar mensagens diretas e descontraídas usando o recurso da imagem, do texto e do som. Sem falar que esse serviço facilita o envio de vídeos oriundos de telefones celulares, onde as gravações costumam ser mais curtas.

Mais um exemplo de que o mercado se molda de acordo com a manifestação dos usuários, privilegiando ações que não incomodem e não ofereça ao internauta um alto índice de dispersão. Só resta saber se os donos da empresa vão ou não cair no mesmo erro do Youtube e não conseguir lucrar através do site de vídeos.
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01/08/2008
Novo relatório do Technorati
Demorou mas, já ta quase chegando.

O Technorati, que até abril de 2007 apresentou relatórios detalhados a respeito da blogosfera no mundo, anunciou a divulgação de novos números para o mês que vêm. O relatório State of the Web, era publicado desde outubro de 2004 pelo fundador do Technorati, Dave Sifry. Mas depois que o CEO deixou a empresa novos dados não foram revelados.

O Technorati já começou a convidar blogueiros a preencherem uma pesquisa a respeito de blogs. A surpresa desta vez é que o questionário esta mais inteligente e algumas perguntas definem o aparecimento ou o não da próxima pergunta. Desta vez os dados não serão unicamente quantitativos, existem algumas perguntas abertas que serão avaliadas e ainda situações como ordenar os motivos que fazem o blogueiro postar e participar da blogosfera.

Provavelmente todos que estão cadastrados no serviço de busca receberão o questionário, resta esperar setembro para termos uma maior noção de como anda a blogosfera no planeta. Com a rapidez na qual as tecnologias e a internet esta avançando, muita coisa deve ter mudado. Mas quanto?

Em 2004 quando o relatório começou a ser divulgado, eram criados 12 mil blogs novos por dia, cerca de um novo blog a cada 7,4 segundos e no fechamento da pesquisa havia pouco mais de 4 milhões de blogs no mundo. Em menos de 3 anos, em abril de 2007, havia mais de 70 milhões de weblogs, cerca de 120 mil novos blogs por dia. O que representava um novo blog a cada 1,4 segundos.

No relatório antigo era possível analisar algumas informações alem da quantidade total de blogs e quantidade de “nascimentos” por dia, tais como: quantidade de blogs falsos por dia, quantidade de posts por segundo, quantidade de blogs por idioma, de posts por idioma, número de blog que utilizam tags, comparação de popularidade entre grandes portais e blogs, e algumas outras informações.

Mas agora com essa mania de semântica e web 3.0 como será a analise qualitativa feita pelo Technorati?
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31/07/2008
A força do Internauta
Os blogs iniciaram como sendo diários pessoais, onde o dono do domínio pode colocar sua opinião sobre o que quiser e expressá-la livremente. O blog veio para reforçar a idéia de que a internet como um meio de comunicação, é o mais poderoso e democrático de todos antes criados.

Ter um blog ou um domínio no qual alguém possa se manifestar com independência possibilita ao internauta atingir milhões de pessoas e de uma forma barata. O primeiro blog surgiu em 1999, mais ou menos. Porém, eles “chamaram a atenção pela primeira vez quando invadiram com pompa e circunstância a seara da política e do jornalismo”, garante Hugh Hewitt em seu livro que explica a revolução da blogosfera.

De fato muitos jornais têm se incomodado com a força das opiniões de alguns internautas e a sua popularidade, que acabam concorrendo diretamente com os grandes portais. A agência internacional Reuters possui vários blogs e publica notícias de diversos outros; o G1, maior portal brasileiro de notícias, também possui diversos blogs e publica posts alheios. Até o atrasado Yahoo Post vai publicar posts de alguns blogs. Existem inúmeros exemplos de portais de conteúdo que publicam conteúdo de blogs, devido à força de influencia da blogosfera.

Até o Youtube, que não consegue dar lucro ao Google, percebeu essa força e remunera os usuários que postam vídeos freqüentemente, e que geram audiência.

Mas...se não pode com eles, junte-se a eles, certo? Certo. Diversos jornais e revistas online ao redor do mundo pararam de brigar com grandes e populares blogs e começaram a publicar o conteúdo deles, gerando mais tráfego aos blogueiros e assumindo que na web 2.0 quem dita as regras do jogo são os usuários independentes.
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29/07/2008
Seja amigo da natureza
Quem disse que as pessoas que gostam ou trabalham com computador e internet não ligam muito pra natureza?

Aliar a vida virtual à consciência ecológica e apoio ao meio ambiente é mais simples do que parece. Muita gente tenta harmonizar a vida profissional em frente ao computador com passeios, viagens e o maior contato com a natureza possível. O fato é que trabalhar em uma mesa vendo o dia passar pela janela é a realidade de muitos profissionais.

Algumas pessoas quando em contato com o meio ambiente, levam sempre seu iPod ou mp3 para ouvir podcasts, ou simplesmente para fazer a trilha sonora da atividade. Outras pessoas conseguem pensar ecologicamente mesmo sem sair de perto dos computadores.

Mas quem pensa que a vida junto aos computadores não combina com pensamento ecológico pode ter se enganado. Acredito que o Ecogoogler seria o maior exemplo de como pensar no meio ambiente quando se navega pela internet. Mas os fabricantes de computadores e peças de informática também parecem estar atentos ao impacto ao meio ambiente. A Fabrik, que fabrica Hds, esta vendendo na Europa e nos Estados Unidos um Hard Drive ecologicamente correto, feito apenas com material reciclado. A carcaça do Simple Tech é toda feita de alumínio e bambu reciclados.

Outro exemplo de computador amigo do meio ambiente é o novo Studio Hybrid da Dell. 80% menor do que a maioria dos CPUs do mercado, o mini desktop é desenhado para caber no seu ambiente enquanto você protege o meio ambiente. Além do tamanho menor, 95% das peças utilizadas são recicláveis e ele chega a consumir 70% menos energia do que outros computadores do mercado. Para quem gostou do revestimento de bambu do HD da Fabrik, essa opção também esta disponível no CPU amigo da natureza da Dell.

Se você não quiser trocar de computador ou de HD, mas gostou da idéia de ser amigo da natureza, é possível agir ecologicamente sem abandonar o computador. Através de um ciclo de reciclagem, um site reúne pessoas de todo o mundo interessadas em reciclar o uso de produtos. Nele o usuário pode perguntar se algum outro tem o que ele procura, ou simplesmente doar o que não quer mais para alguém que vá fazer bom uso do presente.

O Freecycle é um site que desde sua criação, em 2003, reúne interessados em doar ou receber objetos. Não existe troca nem pagamentos, o usuário posta o quer doar sem segundas intenções, ou posta o que esta procurando sem oferecer nada em troca. Ao todo são mais de 5 milhões de pessoas unidas pela coletividade em mais de 80 países. Hoje são mais de 30 mil novos usuários por semana no site e para participar é simples, basta visitar o portal de doações, escolher um grupo de uma cidade ou região e postar pedidos e doações.

Existem várias formas de aliar uma vida profissional agitada na cidade com uma relação mais harmônica com o meio ambiente, sendo um atleta, um apoiador de causas que defendem o meio ambiente, ou comprando produtos ecologicamente corretos. Há quem goste de fugir para praia nos fins de semana, há quem prefira o campo, algumas pessoas acordam mais cedo para se exercitar, outras tiram algumas horas para meditar. De outro lado tem gente que prefere aprender na internet como causar menos impacto ao meio ambiente, enfim, existem várias maneiras de sair da rotina profissional, para pensar mais no ambiente ao redor e no bem coletivo, inclusive sem abrir mão de hábitos corriqueiros. Basta escolher uma e ser amigo da natureza.
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28/07/2008
O significado das buscas
Novo buscador promete incomodar o Google.

Hoje entrou no ar o buscador e indexador de conteúdos Cuil. A pronúncia da palavra é “cool”, legal em inglês, mas a origem é gaélica e significa conhecimento. “Para conhecimento, pergunte ao Cuil”, é o que propõe a companhia fundada por uma ex-funcionária do Google. Tempos atrás a programadora Anna Patterson criou um produto tão impressionante que o Google o incorporou ao seu sistema, e ainda a contratou. Ao que tudo indica agora ela criou um novo produto, segundo ela melhor que o anterior, porém não quis vender ao gigante e preferiu concorrer com a ex-empresa.

Ao que parece o mercado de busca está passando por mudanças rumo à queda da hegemonia Google. Mudanças essas, que começam com novas formas de pensar os mecanismos de busca, agregando novos valores e importâncias aos resultados e à relação de quem busca com quem oferece os conteúdos. O Google está em negociação com o Digg para dar mais poder para o povo no momento da busca, e agora o Cuil também parece reunir novas formas de valorizar as pesquisas.

Ao invés de resultados em seqüência vertical, como no Google, no novo buscador os resultados aparecem em duas ou três colunas, e o que aparece são resumos das páginas encontradas. O Cuil diz ser o buscador que trabalha com o maior número de páginas do planeta, três vezes mais endereços que o Google e dez vezes mais do que a Microsoft.

No site da companhia que conta com ex-engenheiros do Google na equipe, um detalhe para a privacidade é ressaltado. Segundo eles o histórico de pesquisa é mais privado do que o do Google, assim eles não recolhem dados sobre o usuário que está pesquisando e nem sobre seu perfil. Ao invés de utilizar ‘métricas superficiais de popularidade’, o Cuil analisa um site pelo conteúdo e relevância, dando uma importância contextual para a web.

Estamos acostumados a pensar a internet e o mercado de busca pelo jeito Google de nos impressionar com as novidades e inovações constantes. Mas e se a próxima geração do mercado de buscas for algo diferente do Google, como promete ser o Cuil? Como ficariam links patrocinados, SEO, SEM, métricas de popularidade, busca orgânica, etc? Como o Cuil vai ordenar os resultados prometendo não utilizar as métricas do Google e não analisando os hábitos de pesquisas do usuário como no suposto Google-Digg?

O que parece é que uma nova concepção de conteúdo está surgindo. Atribuir significados aos conteúdos das páginas parece ser uma nova forma de pensar. O que faz de um conteúdo ser mais importante do que outro? Qual a real importância da semântica na busca dos usuários e nos conteúdos dos sites? Essas e outras questões provavelmente serão respondidas de formas diferentes nos próximos anos. O importante com certeza é não cessar a produção de conhecimento que possa democratizar a web, descentralizando os destinos e mudando os hábitos e as formas de interações. O que será a próxima geração da internet?
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25/07/2008
Democracia na web
Facebook e Microsoft mais juntas do que nunca. As empresas fecharam um acordo em que toda a busca na rede social usará o sistema Live Search da Microsoft. Além disso, a partir de setembro o Facebook contará com a plataforma de publicidade da Microsoft para links patrocinados.

Essa já é a terceira negociação entre as companhias. Desde o ano passado 1,6% do Facebook pertence à empresa de Software, que na época pagou um valor de U$ 240 milhões pela fatia da rede social, o que levou o Facebook a ser avaliado em U$ 15 bilhões. Nos Estados Unidos, o mercado de buscas pela internet é divido em 61,5% para o Google, 20,9% para o Yahoo e apenas 9,2% para o Live Search. Essa nova parceria entre as empresas ajudaria o crescimento do Microsoft e também diminuiria um pouco do “império Google”.

Esse “império” parece estar voltando os olhos para todas as empresas ou possibilidades em que os usuários e internautas comuns possam se sentir o mais livre possível, tendo o maior poder de julgamento e de ação possível. A possível aquisição do Digg, por exemplo, em que o Google parece dar mais poder para o povo, ressalta essa questão. Lembrando que nesse caso há uma preocupação em como ganhar monetizar o serviço, já que são possíveis links patrocinados nas páginas dos autores.

A nova enciclopédia Google, o Knol, também da poder ao povo rentabilizando ações na web. Assim como na Wikipédia, é possível colaborar com conteúdos e ainda editar os existentes em um conceito wiki. A grande diferença é que é possível monetizar os artigos, valorizando seus autores através do AdSense.

Trazendo essas questões para a realidade brasileira, o que significam os acordos de bilhões de dólares entre grandes empresas de internet que atuam no país, enquanto segundo o Ibope NetRatings, apenas 20% da população, 35,5 milhões de brasileiros possuem conexões residenciais? De fato existe uma disparidade entre a realidade da maioria dos brasileiros e as grandes empresas do país, que estão voltando seus serviços e estratégias para o ambiente online.

Democratizar a web é um sonho para muitas pessoas que vivenciam essa realidade. Criar soluções colaborativas que possam fomentar o conhecimento e sustentar o livre acesso à rede é um possível caminho para isso. O Google aposta nessa democratização quando dá ao usuário serviços novos gratuitos. As outras grandes empresas também, quando criam produtos, serviços e parcerias que anulam parte da força do gigante.

Existem vários estágios da internet para nos preocuparmos, desde o acesso à rede para maior parte da população mundial, principalmente as classes mais pobres, até discussões sobre bilhões de dólares empregados em companhias de tecnologia de web ou simplesmente tecnologias que a maioria das pessoas nem sequer sabem que existem ou para que servem. No meio do bolo estão as redes sociais, Laptops, Smartphones, SecondLife, crimes virtuais, privacidade online, acessibilidade, usabilidade, wi-fi, e vários outros aspectos para se discutir. O fato é que a internet possibilita a livre publicação e troca de conhecimento entre quem estiver conectado. Esse compartilhar de conhecimento deve ser praticado tanto por grandes empresas, quanto pelos usuários. Essa troca revela uma inteligência criada pouco a pouco, internauta por internauta, que é a base de uma sociedade mais democrática.
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24/07/2008
Uma identidade virtual para toda a web
O evento de ontem em São Francisco, no qual Mark Zuckerberg, fundador e CEO do Facebook subiu ao palco para anunciar as novidades da Rede Social, esteve abaixo das expectativas da maioria da audiência.

Na Conferência F8, foram anunciadas algumas novidades para os usuários de redes sociais, e alguns sites populares internacionalmente. A principal delas foi a já anunciada, Facebook Connect, uma plataforma em que os internautas podem reunir as informações que quiserem e dividi-las com quem quiserem. A proposta, segundo o CEO do Facebook, é permitir que as pessoas possam ver umas às outras e sentir suas presenças, deixar as pessoas estabelecerem mais contato entre si e dividirem mais informações.

Na rede social mais popular do mundo, com 90 milhões de cadastros, quando um usuário toma determinada ação, como adicionar um novo amigo, ele pode compartilhar essa informação com os outros amigos se quiser. A Facebook Connect vai permitir essa troca de informações referentes a ações em outros sites também, como o Digg, CBS.com, Radar, Red Bull, StumbleUpon, Twitter, e outros.

Para o usuário é a chance de estar em mais lugares dentro da web, sem precisar criar logins e senhas novos em cada um deles, sem precisar convidar todos os amigos para a nova rede. É a chance de estabelecer uma única identidade virtual, reunindo todos seus hábitos (ou personas) em um único ‘ser virtual’. Mas os desenvolvedores aparentemente queriam maiores inovações. Uma questão que não foi atendida e deixou os entusiastas um tanto frustrados foi a falta de novidades que rentabilizam os criadores dos aplicativos.

A missão do Facebook, segundo Zuckerberg, é dar às pessoas o poder de dividir informação podendo fazer o mundo mais aberto e conectado. Dando às pessoas o poder de dividir, o mundo se torna mais transparente e a privacidade das pessoas é mantida.

Não é só o Facebook que pensa assim. O Google possui o Friend Connect, o MySpace está envolvido no Data Portability Project, junto com o Ebay, Yahoo, Twitter, e outros. Essa união na divisão de dados é algo que beneficia o usuário comum, que não quer criar vários perfis em diferentes comunidades e portais de conteúdos que possibilitam interação. Assim não precisaria colocar fotos em cada um, preencher suas informações pessoais, procurar os amigos que estão em cada uma das redes e etc. Isso também torna muito mais fácil a comercialização de produtos e serviços na web, já que alguns sites vão registrar os hábitos e tráfegos do mesmo internauta em toda a web, podendo definir seu perfil de maneira muito mais simples.
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23/07/2008
Poder para o povo
Algum passarinho verde contou para as empresas que elas não precisam mais de intermediários para falar com seus públicos. O próprio público pode falar com o público. Há algum tempo, grandes empresas têm deixado de lado a velha prática da coletiva de imprensa, e estão procurando os formadores de opinião para divulgar sua marca, produto ou serviço.

A Coca-Cola, por exemplo, quando foi lançar seu novo isotônico recentemente, convidou dez dos maiores blogueiros do Brasil para participar de um evento de divulgação do produto. Mas porque não a imprensa convencional? Porque não convidaram os grandes chefes de redação, jornalistas de renome, a imprensa segmentada, ou a grande mídia para fazer essa ação?

A Nokia também convidou blogueiros de vários países para anunciar novos lançamentos na América Latina. O evento começa hoje na Argentina e, todos os convidados, (blogueiros, pessoas físicas, que expressam suas opiniões sobre suas expertises em suas páginas pessoais), terão todas as despesas pagas pela empresa. Porque apostar em pessoas comuns para lançamentos de porte mundial?

As pessoas físicas, cidadãos comuns, independentes, estão sendo o foco das empresas, da mídia e de outros cidadãos. Esses formadores de opinião representam hoje uma tendência em toda a web. A web, os serviços presentes nela, as grandes corporações que atuam na rede, enfim, a internet como conhecemos e como estamos acompanhando, tem como centro das atenções, o usuário.

Um dos maiores blogs de tecnologia do mundo, o Techcrunch, anunciou há poucos dias uma possível negociação entre o Google e o Digg, sistema em que o internauta classifica o conteúdo gerando relevância de acordo com suas impressões. Essa negociação, se efetivada, muda completamente a forma como hoje conhecemos os mecanismos de busca. Aparentemente o maior buscador do mundo usaria a tecnologia Digg para dar ao usuário poder total de gerar relevância aos conteúdos. Isso significa que quando uma pessoa fizer uma busca no Google, poderá classificar cada resultado, dizendo se aprova ou não determinado conteúdo, podendo fazer comentários sobre o resultado, personalizar a primeira ou demais páginas alterando a ordem dos resultados, e muito mais.

A democratização da web acontece a partir da manifestação dos usuários, que estão cada vez mais conscientes do seu papel enquanto protagonistas de uma sociedade em que ninguém é menos inteligente, onde ninguém precisa efetivamente controlar ninguém, uma sociedade onde a colaboração entre as pessoas e a contínua produção e troca de conhecimento regem a mecânica da vida e sustenta o desenvolvimento da humanidade. O poder passa para o povo, é o povo que define o que é importante e o que merece críticas. O povo define através da colaboração mútua entre si, o que é melhor para o próprio povo. Essa tendência ainda não é realidade em todas as camadas da sociedade, mas na velocidade em que as tecnologias e o conhecimento estão florescendo, uma possível ‘anarquia’ se forma. Ou seja, o povo não precisaria de controle através da web, já que a inteligência Coletiva sustentaria a sociedade.

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18/07/2008
Expectativas nas redes sociais
No próximo dia 23 em São Francisco nos Estados Unidos, vai acontecer a 2ª Conferência anual F8. Um encontro de oito horas em que a equipe do Facebook vai anunciar novidades na rede social.

No último anúncio feito, mais de 25 mil aplicativos foram disponibilizados e mais 80 milhões de usuários já adicionaram pelo menos um desses recursos. Esses são apenas alguns pontos que fazem do Facebook ser a maior rede social do mundo com mais de 120milhões de usuários cadastrados. O Orkut parece estar de olho no líder mundial e tenta se atualizar conforme os passos do Facebook. Há alguns dias atrás, a rede social de maior sucesso nacional lançou no Brasil aplicativos criados por programadores independentes e, tem movimentado o novo mercado das mídias sociais. Várias outras redes sociais tem se destacado e no Brasil aparentemente estão representando uma ameaça ao Orkut. O ataque ao gigante nacional deve vir por todos os lados.

Mas com tantas redes surgindo, idéias sendo desenvolvidas e aplicativos e ferramentas implementadas, o que será que o Facebook vai apresentar na conferência F8? Um dos principais blogs de tecnologia, o techcrunch, listou algumas opiniões de internautas sobre o que mais poderia acontecer no Facebook:

Melhor infra-estrutura de mensagens- Robert Scoble

Eles vão desabilitar todos aplicativos, pois descobriram que eles eram muito confusos para os usuários. ;o) - Daniel

Um aplicativo de monitoramento da CIA - Todd Brunner via twhirl

Eles vão comprar o yahoo. - Chris Hollander

Plataforma Móvel - simonpure

Existe mesmo uma razão para nos importarmos? - Brian Sullivan

Facebook é muuuuuuuuuuito chato - Daniel Spisak via twhirl

Quais as novidades vão ser anunciadas pela maior rede social do mundo?
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18/07/2008
Free wi-fi
Há algum tempo estamos falando sobre conexão com internet, acesso gratuito, banda larga, os significados desses acessos, etc. Mas como colaborar efetivamente com isso? Indique um ponto que tenha wi-fi livre, cadastre um estabelecimento, ou ainda escreva conteúdo referente a redes sem fio.

Essa é a proposta do site colaborativo que pretende catalogar os pontos de conexão gratuita com a internet. O site foi lançado pela ONG Meninos do Morumbi e a intenção é divulgar o portal para conseguir apoio para instalar redes sem fio nas áreas atendidas pelas ONGs.

Para participar basta fazer um cadastro no banco de dados do site. Então um hot-site é criado com as informações do local, como endereço, telefone e localização no Google Maps. Podem ser cadastrados estabelecimentos como: restaurantes, ONGs, shoppings, cafés, clubes, escolas, hotéis, igrejas, bibliotecas, etc.

Esse é um exemplo de colaboração da web 2.0. Acesso à informação é direito de todos, porque o acesso à internet precisa ser cobrado? Eis um ambiente onde todos podem criar juntos um mapa da rede sem fio, facilitando a democratização da rede, criando um novo serviço e ainda dando acesso de iniciativas filantrópicas ao conhecimento 2.0.
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17/07/2008
Internet para todos
Um grupo nos Estados Unidos, esta tentando mobilizar a população local para manifestar-se a favor da banda larga para todos. De acordo com o site Internet for Everyone é importante que todos os norte-americanos tenham acesso a banda larga, pois não se trata de um luxo, mas de uma condição para o crescimento e desenvolvimento econômico do país.

Realmente a internet com toda sua liberdade de acesso e de expressão torna as pessoas mais atualizadas e, um país com pessoas bem informadas, críticas e com expertises diversas, provavelmente teria uma prosperidade grande. A campanha se baseia em quatro princípios. Acesso – toda casa ou escritório na America precisa de Internet banda larga; Escolha – todo internauta precisa ter a opção de escolher por uma internet mais rápida e mais barata; Abertura – todo internauta deve ter liberdade de expressão e de e-commerce em um espaço sem discriminação e, Inovação – a internet deve criar postos de trabalho e fomentar a criatividade e o crescimento econômico.

Mas e o resto do mundo? No site não se fala em internet banda larga para o mundo, a idéia é liberar banda larga para os norte-americanos. A campanha ainda chama atenção dos leitores dizendo que desde 2001 o país caiu de 4º para 15º lugar em acessos de banda larga no mundo.

Essa campanha poderia estar aliada a idéia das pessoas liberarem sinais wi-fi para outros usuários, socializando o acesso a rede. Mas de acordo com a campanha, os próprios americanos pagariam por essa internet mais rápida. Segundo o site, no Japão, os cidadãos pagam a metade do preço por uma conexão 20 vezes mais rápida que nos EUA.

Realmente, informação através da internet deveria estar a acesso de todos e, de preferência em banda larga, mas aqui no Brasil, por exemplo, é preciso alfabetizar muitas pessoas antes, colocar luz elétrica em escolas e educar a população que já sabe reconhecer o significado das letras e palavras em seqüência. O processo de informatização da população deve ser harmônico, tanto para diferentes gerações quanto para diferentes classes sociais. Inclusão digital não é apenas liberar o acesso à internet para pessoas, é ensinar como pensar em uma era onde as interações digitais podem representar riqueza de pensamento, podem gerar descobertas. Uma era em que o leitor também escreve e cada um aprende e ensina constantemente.
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16/07/2008
O jeito Online de salvar vidas
Quem diria que a internet ajudaria a salvar vidas?

Muitos movimentos sociais têm usado a internet, apostando na força do coletivo, para ajudar outras pessoas. Essa ajuda vai desde divulgações em redes sociais, abaixo-assinados por email, sites incentivando as pessoas a assinarem petições, até uma nova maneira de colaborar, através de visitações em sites.

O Instituto Neo Mama de Prevenção e Combate ao Câncer de Mama, entidade sem fins lucrativos, resolveu usar seu site para movimentar voluntários na internet. Diferentemente de outras campanhas, o site trabalha com metas de visitações diárias, a atual é de 20 mil. Quando essa cota é batida diariamente, o Instituto doa uma mamografia gratuita para uma mulher por dia. A doação dessa forma já existia em Santos, cidade sede do Instituto, mas devido a pedidos de internautas a campanha foi ampliada para todo o Brasil.

O ponto alto dessa campanha com certeza é a utilização da internet, pois os cliques e o acesso ao site ganham um significado diferente. Quando a movimentação é feita por abaixo-assinado, por exemplo, o internauta precisa se cadastrar, dar alguns dados e gastar certo tempo. Na campanha por visitações, cada vez que um internauta entra no site e clica no link da campanha, está participando. Simples, sem demora e sem Burocracia. O que facilita e muito o engajamento das pessoas.

Essa não é a única campanha da Instituição em que a internet é fundamental. Existe também o “Lembrete do Auto-Exame”, em que o internauta se cadastra no site e todo mês recebe uma mensagem para não se esquecer de fazer o auto-exame das mamas, que tem que ser feito mensalmente. Um dado interessante é que 25% das pessoas cadastradas são homens. Estatísticas mostram que 1% dos casos de câncer de mama acomete os homens. Por isso também querem estar atentos para lembrarem seus familiares, como mães, esposas, filhas, etc.

Para José Luis, Coordenador de Projetos do Instituto Neo Mama, “a Internet é uma ferramenta fundamental de divulgação de informações para um público carente de informações mais detalhadas dessa patologia.” Por isso é a melhor maneira de veicular uma campanha quem tem como lema: "A Melhor Prevenção é a Informação". Ele ainda completa dizendo que “a internet é uma forma de divulgação sem fronteiras”, e a melhor forma que a entidade tem para alcançar seu objetivo, que é ser o mais abrangente possível para atender mais mulheres.
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15/07/2008
Sustentabilidade para o Varejo
Os jovens estão cada vez mais presentes nas grandes corporações, provavelmente o maior exemplo são os profissionais de internet, programação e informática, que antes de entrar na faculdade já dominam os assuntos. Cada vez mais os jovens estão se destacando profissionalmente. A internet e o mundo de liberdade e informações que ela oferece contribuem para isso. As empresas reconhecem as expertises desses jovens e estão apostando cada vez mais neles.

A Wal-Mart Brasil e seus parceiros varejistas estão organizando um concurso para estimular o desenvolvimento de projetos sustentáveis para o varejo. O 1º Prêmio de Varejo Sustentável é destinado aos estudantes universitários e busca idéias com potencial de desenvolvimento para o varejo. A inscrição será realizada via Internet até no máximo às 18h do dia 29/08/2008. Os vencedores vão levar para casa 1 Notebook Dell, 1 bolsa de estudos de até 5 mil reais e ainda 1 semana de visita técnica ao departamento de Sustentabilidade do Wal-Mart em Barueri. No julgamento dos projetos serão avaliados itens como: Identificação e avaliação dos benefícios propostos pelo projeto; Compatibilidade com as áreas-temas e aplicação varejo supermercadista; Grau de inovação; Viabilidade do projeto apresentado; Inovação; Impactos do Projeto; Qualidade Técnica do Projeto; Potencial de aplicabilidade e viabilidade e ainda Resultados esperados x Adequação ao tema.

Mas o que é um varejo sustentável? Segundo o site do concurso, seria criar soluções e práticas de varejo, que atendam as necessidades da atual geração sem desprover a próxima geração da capacidade de satisfazer suas próprias necessidades. Mas quando falamos de varejo, falamos também de consumo. Será que essas empresas estão incentivando o consumo sustentável também?

O meio ambiente não é uma fonte inesgotável de recursos e, portanto não assegura o crescimento econômico permanente. Precisamos notar qual a relação saudável entre o consumo e a sustentabilidade da vida. Em muitos casos consumir com consciência é saber usar para nunca faltar. Para alguns, além de não prejudicar o meio ambiente, consumo sustentável significa também garantir que todos tenham acesso ao consumo de produtos e serviços que atendam as suas necessidades básicas de consumo.

O consumo deve ser adequado a natureza do homem, justo e equitativo, solidário , responsável e realizador da integridade do ser. O homem não é somente consumidor e deve ser mais colaborador, no sentido de não esgotar aquilo que faz o uso fruto e propor maneiras de criar sustentabilidade em todos os níveis de consumo que se envolve. Pensar coletivamente com certeza é uma maneira inteligente de consumir.
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11/07/2008
Consumidor em rede e o varejo 2.0
Em um seminário sobre web 2.0, mais especificamente falando sobre os blogs e a sabedoria das multidões, Antonio Tabet criador do kibeloco, comentou sobre o modelo de negócios nas redes sociais e nos blogs. Para ele, como a maioria dos blogs tem um cunho muito pessoal, se alguma empresa quer anunciar em um blog, deve perguntar ao blogueiro como ele prefere fazer isso, como se estivesse passando um briefing ao blogueiro para que ele criasse um anúncio no próprio site. Esse sistema de publicidade valoriza a singularidade do espaço, valoriza os conteúdos ali veiculados e os leitores freqüentes, que nesse caso vão absorver muito mais as mensagens das empresas, já que elas vão “ter a cara” do conteúdo do blog.

Assim como os blogueiros, os consumidores na internet querem ter a opção de escolha, querem a customização os processos em que se envolvem, seja de uma pesquisa online, ou de uma compra em uma loja virtual. Um exemplo dessa prática é a nova forma em que as empresas estão divulgando suas campanhas de marketing. Através do Bluetooth as companhias podem impactar diretamente os consumidores, sem ter que gastar fortunas com a intermediação das operadoras de telefone, que antes veiculavam essas campanhas pelo envio de SMS. Dessa forma as empresas praticam uma abordagem menos invasiva, respeitando a vontade dos clientes, que escolhem se querem ou não receber a mensagem via Bluetooth.

Entrar em contato diretamente com os clientes é uma tendência que atualmente é realidade nas grandes empresas, que deixam para trás uma época em que o varejo era voltado para o produto e entram em uma era em que o varejo se volta para os clientes. Customizando processos e produtos de acordo com a manifestação dos consumidores finais. Assim os intermediários nas negociações se tornam, muitas vezes, desnecessários, já que a web aproxima os usuários e elimina as burocracias. A fabricante de computadores Dell, por exemplo, porque ela precisaria de um intermediário para saber o que as pessoas que consomem seus produtos pensam, se ela pode manter um blog para isso?

A comunicação do mercado esta voltada diretamente para os consumidores finais, assim como os modelos de negócios. Essa maneira de pensar revela o varejo 2.0, que valoriza os desejos do consumidor, valoriza principalmente as interações entre os consumidores e o poder do consumidor em rede.
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10/07/2008
Força do Coletivo
O antigo patriotismo norte americano resolveu dar as caras para defender uma das paixões nacionais. "Como o beisebol, a torta de maçã e a cerveja gelada, a Anheuser-Busch é um produto original americano.” É o que diz o site saveab.com (salve a Anheuser-Busch), que tenta impedir a venda da Anheuser-Busch, fabricante de bebidas responsável pela Budweiser, cerveja mais popular nos Estados Unidos, para a http://www.inbev.com/ InBev, companhia de bebidas belgo-brasileira.

Já são mais de 67mil cidadãos participando do abaixo assinado no site. O governador do estado de Missouri Matthew Blunt, a senadora Claire McCaskill e até o candidato a presidência Barak Obama se pronunciaram a contra a negociação e pretendem fazer o possível para que a “Bud”, apelido da budweiser , não fique na mão de estrangeiros, o que segundo Obama seria uma “vergonha”.

Em outras vezes a manifestação popular já impediu negociações de grande porte como essa no país, como por exemplo em 2006, quando uma empresa de Dubai tentou comprar portos nos EUA. Na época a população alegou que a transação poderia ser uma ameaça a segurança nacional.

Ainda não podemos dizer como vão encerrar as negociações das corporações de bebidas, mas é inevitável dizer que a força da coletividade, principalmente com apoio da internet, pode incomodar muita gente e determinar alguns passos do mercado mundial. Em muitos casos razões políticas e/ou comerciais são o centro dessas manifestações, porém o poder do consumidor em rede é ao mesmo tempo uma arma e uma defesa que preza as vontades de cada indivíduo e do grupo.
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08/07/2008
Os consumidores em grupos e independentes
Há poucos posts atrás, conversamos sobre o quanto a população mais experiente tem influenciado o mercado e a percepção sobre novos produtos e novas tendências ao redor do mundo, principalmente nos Estados Unidos. A mídia e as grandes corporações têm demonstrado uma crescente preocupação com o perfil dos consumidores e, a heterogeneidade da população é um dos principais motivos para isso. É o que mostrou um artigo publicado pela AdvertisingAge ontem.

A pluralidade dos diversos povos e etnias é a principal razão para que os consumidores sejam percebidos de forma diferente em cada país. Nos últimos sete anos, 40% do crescimento da população norte-americana ocorreu devido à imigração. Mais da metade da população dos estados do Texas e da Califórnia é composta por pessoas vindas de outros países. Dois terços dos imigrantes se concentram no Sul e no Oeste do país. Essa miscelânea de culturas ressalta a participação de consumidores que não aceitam mensagens de comunicação padrão, ou pouco pessoal. Cada grupo é único de sua forma e esses consumidores se comportam de maneira diversa.

Os consumidores virtuais, por exemplo, estão vivendo uma realidade diferente de quem ainda está acostumado com os impressos. Normalmente quem está “preso” aos meios de comunicação tradicionais são as pessoas que estão mais perto da média de idade do país, que é de 55 anos. Essa diferença separa os consumidores em jovens que são impactados pela mídia online e os mais velhos que se informam pelos impressos. Esse é apenas um exemplo de segmentação de público, existem inúmeros outros. Mas o interessante é ressaltar que os responsáveis por mudanças nos produtos e na vida da sociedade não são apenas os jovens ou apenas os que consomem mais, todos os grupos de consumidores têm sua própria maneira de exigir e conquistar seus direitos.

Nos Estados Unidos, no Brasil e em todo o mercado mundial, percebemos tendências em focar cada vez mais as estratégias de mercado e de comunicação nos consumidores e nas redes sociais, onde o perfil de cada indivíduo é mais fácil de ser quantificado. Esse tipo de métrica segue um padrão Google de mensuração.

Prova disso é o lançamento do Open Social no Orkut brasileiro. A partir de quinta feira, dia 10, esse lançamento vai possibilitar que empresas, ou outros desenvolvedores coloquem aplicativos em páginas da rede social. Essas ferramentas vão permitir inúmeras e diferentes interações entre os usuários. Entre as 300 primeiras implementações previstas nessa primeira etapa, estão incluídos aplicativos de música, games, entretenimento, e outros. Mais uma vez o perfil do consumidor e a forma como ele se manifesta vai ditar os passos das grandes empresas na web. Vamos esperar e ver como o Orkut e os usuários vão reagir a essas novidades.
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07/07/2008
Mundo físico e Mundo Virtual
Há pouco mais de uma semana a blogosfera comenta fascinada a descoberta de uma livraria online. Isso mesmo, livraria online. Diferentemente das lojas virtuais que oferecem livros de vários tipos ao consumidor, a Zoomii teve a fantástica idéia de fazer com que a busca do visitante na página seja através da imagem da capa do livro. Como em uma prateleira convencional, o consumidor pode percorrer diversas categorias de livros de um canto ao outro da loja, a diferença é que no web site essa “olhadinha” é feita com auxílio do zoom. Na livraria, o internauta pode ainda pesquisar por categorias de livros que deseja e descobrir em que posição da prateleira ele se encontra.

A impressão de estar em um ambiente real não é por acaso. A internet está repleta de exemplos que mostram o quanto os hábitos dos indivíduos não precisam variar de um ambiente para outro. A diferença é o significado que é dado nas experiências vividas. Se quando alguém vai a uma loja de música para procurar um CD por exemplo, e pergunta para a pessoa ao lado se ela conhece determinado álbum que lhe interessou, ou da uma opinião sobre o álbum que a pessoa está nas mãos, porque isso não poderia acontecer na internet? As tecnologias e o conhecimento que temos existem para nos dar facilidades, para nos ajudar a nos desenvolver, existem para fazer com que o patamar humano, (patamar esse muitas vezes questionável), em que desenvolvemos nossas vidas seja sustentável e possível, passivo de evolução, seja na vida física ou virtual.

O mundo físico e o virtual possuem diversos pontos de conexão. Através de um celular é possível acessar páginas da internet para consultar um conteúdo desejado, internet essa que em muitos lugares já esta disponível gratuitamente. Diversos ambientes públicos das cidades atualmente contam com um computador para conexão com a rede, muitos emitem sinais de internet sem fio. Com um Smartphone é possível enviar e receber emails sem ter que acessar o Lap top ou o computador de casa ou escritório. Por um computador conectado à internet podemos fazer vídeo conferências, conversar em tempo real com alguém do outro lado do planeta ouvindo e vendo essa pessoa. Pela internet ou pelo celular podemos fazer check-in antes de um vôo, do celular podemos pagar uma conta em um restaurante. Inúmeros avanços tecnológicos nos permitem estar online tempo integral e, online ou não as pessoas não vão se comportar de maneira totalmente diferente em cada ambiente.

A internet potencializa as possibilidades de interação entre os usuários, de visibilidade e alcance de determinada causa, de acesso para pessoas que no mundo físico muitas vezes são limitados, etc. Mas não significa que cada manifestação do internauta seja independente uma da outra. Ao mesmo tempo em que ele é visitante de uma página de notícias, pode se interessar por uma publicidade de um restaurante e ir almoçar nele. Chegando lá pode encontrar uma divulgação de uma palestra que vai acontecer com transmissão ao vivo pela internet e planejar seu dia para poder estar online no momento do evento. Um detalhe nessa mistura de vida física e virtual, é que quanto mais interação houver, mais as pessoas vão aprender umas com as outras, mais vão publicar conteúdos relevantes na rede, mais vão descobrir e criar maneiras de fazer no mundo virtual o que fazemos há tempos, porém re-significando cada ação. O mundo virtual também é real.
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03/07/2008
Internet?
Há muito tempo atrás, poucas pessoas detinham informação, e para distribuí-la, elas começaram a cobrar. As pessoas que não tinham essa informação pagavam para tê-la através de jornais, revistas, palestras, etc. Isso acontecia em uma época em que as pessoas capitalizavam guardando informações e valorizavam as informações que as outras pessoas tinham. Portanto, o valor da informação era dado por quem as detinham e, não era muito barato. Quando a internet surgiu, aos poucos alguns conceitos, princípios, valores e a vida começaram a mudar.

No princípio as pessoas tentaram reproduzir na web o que acontecia no mundo real. Resultado disso era uma web que valorizava o conteúdo , e lincava o usuário constantemente ao mundo real. Nesse contexto de internet, os internautas começaram a desbravar o ambiente e, aos poucos, a assumir diversas personificações. Foi então que a internet passou para outra fase. Uma fase onde essas personificações levavam os consumidores, produtores de conteúdo (blogs, fotologs, etc), visitantes de páginas, e outras ‘identidades virtuais’ a uma interação constante e, que de forma coletiva se aprimorou continuamente. Surgiram as verdadeiras páginas interativas, com interferências constantes dos usuários em espaços de outros usuários, trocas de conteúdo e de experiências. Nessa etapa, a internet mostrou que não havia limites para o desenvolvimento em prol de usuários que aplicavam uma inteligência e proporcionavam um constante aprendizado. Hoje, esses hábitos e posturas das pessoas que vivenciam a internet, estão levando a web para um terceiro estágio, de verdadeiro envolvimento entre as pessoas, conteúdos, empresas, ambiente, etc. Mas o principal detalhe é que o conteúdo ganha outro significado, a percepção e a interpretação diante das possibilidades de uso dos conteúdos se torna única. Nasce uma nova concepção de internet.

Quer um exemplo? Tip it . Três estudantes universitários dos Países Baixos criaram um sistema em que um visitante de uma página online pode dar uma gorjeta em dinheiro para uma causa, pessoa ou website. O dono do site coloca um botão escrito: “gostou? Dê uma gorjeta”, onde quem visita pode clicar e fazer uma doação incentivando aquela causa. É uma forma de agradecer pelo bom conteúdo ou pela boa experiência vivenciada no site, e demonstrar que o conteúdo merece “aplausos”.

Qualquer site pode usar o serviço, não precisa de download, é necessário apenas colocar um link “TipIt”. Quando a pessoa clica, é direcionada para o site do serviço, que através de um cadastro permite que o internauta doe uma quantia financeira para o site. O pagamento não é feito na hora. Após dizer o quanto quer doar, o usuário recebe um email para efetivar a doação. Essa transação é através do PayPal, um serviço de transações financeiras, e o incentivo pode ser feito através de Dólares americanos, Euros, ou Pounds, a moeda britânica. O interessante é que mesmo que o site ainda não tenha se cadastrado no sistema ele pode receber doações. Basta o internauta notificar o sistema e quando o dono do site criar uma conta “TipIt” ele recebe a gorjeta. Se em seis meses o dono do site não se manifestar a respeito do serviço, o dinheiro volta para a “carteira” do usuário. O serviço é gratuito e não lucrativo, mas pelas necessidades de serviços financeiros de terceiro, é cobrado uma taxa de 5% a 10% sob as transações, geralmente 5.38%. Pouco se pensarmos que a maioria das gorjetas variam de 10 a 50 centavos.

Esse é o nascimento de uma internet que valoriza o conteúdo personalizado, o nascimento de pessoas que se importam com bons conteúdos, o nascimento de um pensamento que valoriza expertises individuais dentro de um grupo. Quer pagar quanto? Jogue o jornal fora e comece a financiar conteúdos que pessoas produzem na web, assim é possível manter essas informações sempre atualizadas e cada vez melhores.
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02/07/2008
Revolução Google
A revolução Industrial foi para as empresas o que a revolução digital esta sendo para as pessoas.

O Google é o protagonista de um filme chamado internet, em que no enredo, existe uma revolução no conceito de mercado, de empresa, de consumidor, de relação entre as pessoas, entre as empresas, entre a imprensa, dos bens de consumo, etc. O patamar Google de fazer negócios é exemplo para o mundo todo e o conceito-chave dessa história parece ser a mensuração e excelência extrema nos detalhes.

Em uma fala para estudantes universitários, o publicitário Marco Bebiano, Head de relações com agências do Google, comentou algumas tendências das grandes empresas, que têm sido apoiadas pelo Google para oferecer e usar serviços e conceitos que a companhia possui. Para ele, a era da internet passou por dois estágios, e estamos vivendo uma terceira etapa. Marco não definiu se essas etapas estariam diretamente ligadas ao que conhecemos como internet 1.0, 2.0 e 3.0, mas o fato é que hoje existem empresas nos três níveis de interação com internet.

A primeira etapa seria a da internet como catálogo, onde o mais importante é a informação e a comunicação. Como exemplo temos algumas páginas de conteúdo de uma empresa que está online para registrar um contato offline, como o telefone. 43% das empresas estariam nesse universo. A segunda etapa é a internet como possibilidade de comércio, vendas e compras online, nesse espectro se situam 50% das empresas. A última etapa, esta que estamos presenciando hoje, é a fase onde a internet é interpretada como uma possibilidade de engajamento com o próximo, oportunidade de envolvimento entre os usuários, fabricantes de produtos, lojas e empresas. Nessa etapa a flexibilidade criativa das pessoas e a comunicação boca a boca ganha força. As redes sociais passam a ter muito mais significado. Porém, apenas 7% das companhias estão reunindo características das etapas anteriores e atentando para a força do consumidor em rede dessa terceira fase.

E o tamanho do Google e da Internet? Todos os dias o Google registra um número superior a 1 bilhão de buscas. O YouTube registra a cada minuto uma quantidade de 10 horas de novos vídeos indexados à pagina. Recentemente, registramos no Brasil mais de 41 milhões de internautas. Desses acessos, mais de 80% são via banda larga, que incentivam o brasileiro (acessos residenciais) a passar mais de 23h por mês na internet, liderando o ranking mundial de tempo médio online mensal.

Esses números estão crescendo, pois em 2007, 80% dos computadores foram vendidos por um preço abaixo de R$ 1.500. E